Delmasso debate sobre ideologia de gênero na BNCC

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Foto: Rogério Lopes

A audiência pública, promovida pelo deputado Delmasso (Podemos), para debater a ideologia de gênero na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), nesta quarta-feira (25), às 19h, lotou o Plenário da Câmara Legislativa. O evento contou com a presença de mais de 300 pessoas e acirrou os ânimos dos contrários e favoráveis à ideologia de gênero na BNCC.

O presidente da Associação Ceilandense de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais Alisson Prata afirmou que desconhece o termo ideologia de gênero no movimento LGBT. “Eu vim aqui aprender o que é ideologia de gênero, porque eu desconheço este termo. Os homossexuais nascem assim. Nós não defendemos a ideologia de gênero, mas sim identidades definidas. Ninguém pode criticar o que foi feito pelo Criador. Não podemos questionar o dom de Deus”, disse Alisson.

O Mestre em Saúde Pública e Especialista em Políticas Públicas, Dr. Claudemiro Soares, relatou que não existe ideologia de gênero. “Eu não gosto de falar de ideologia de gênero porque ela não existe, o que existe é a ideologia LGBT. Essa ideologia quer erotizar as nossas crianças. 80% dos homossexuais foram vítimas de abuso sexual. Ninguém nasce gay e também não é uma doença”, concluiu.

Delmasso, presidente da Frente Parlamentar em defesa das crianças e adolescentes, iniciou sua fala lembrando que, em 2015, foi retirada a ideologia de gênero do Plano Distrital de Educação. “Quando se fala em ideologia de gênero muitas pessoas não sabem o que significa. Essa crença diz que o ser humano nasce sem sexo definido, ou seja, uma menina pode escolher ser menino na adolescência. Não posso aceitar que um ensinamento vá contra a ciência. A escola não é maior que a família. Eu defendo sim a família tradicional. Hoje a nossa juventude não tem referência”, afirmou.

O deputado Raimundo Ribeiro também é contra a ideologia de gênero nas escolas. “A escola não é substituta da família, ela é complementar. Quem tem que falar de sexualidade é a família. Ela que tem o poder de ensinar e dizer o que é certo e errado. A minha neta não vai discutir isso não. Eu, enquanto pai de família, sou maior que a escola. Eu discuto sobre ideologia de gênero na minha casa”, finalizou.

Estiveram na mesa: o presidente da Associação Ceilandense de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais Alisson Prata, a diretora de educação do campo, direitos humanos e diversidade da Secretaria de Educação Renata Parreira, mestre em letras e linguística prof. Orley Silva, representante do Instituto de Políticas Governamentais de Belo Horizonte Viviane Petineli, presidente da Comissão de Educação da Ordem dos Advogados do Brasil no DF Dr. Luis Megiorin, Dr. Mestre em Saúde Pública e Especialista em Políticas Públicas Dr. Claudemiro Soares, representante da Arquidiocese de Brasília Padre Paulo Félix, representante do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT Eliseu de Oliveira, o Bispo da Igreja Sara Nossa Terra Alexandre Vitor e o deputado distrital Raimundo Ribeiro.

Ao final da audiência o deputado Delmasso pediu para que seja encaminhada uma moção de apoio ao requerimento de urgência do deputado Diego Garcia, que traz o debate da BNCC à Câmara dos Deputados. E também solicitou o envio da mesma notificação extrajudicial ao Ministro da Educação Mendonça Filho para que ele se abstenha de assinar qualquer ato da BNCC que mencione a ideologia de gênero. O parlamentar também pediu uma moção de apoio ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, para que coloque em pauta urgentemente a aprovação do projeto 4486/2016, que Altera a Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, do Plano Nacional de Educação – PNE, visando que a Base Nacional Comum Curricular, mediante proposta do Poder Executivo, seja aprovada pelo Congresso Nacional.

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