
Criado na década de 1960, espaço já passou por diversas fases. Local abriga 580 boxes, onde são vendidos produtos de artesanato e comidas típicas.
Metrópoles – Após mais de 50 anos de história, a Feira da Torre de TV agora é reconhecida como um espaço de “relevante interesse cultural, social e econômico” para o Distrito Federal. A medida está prevista em lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), na sexta-feira (30).
Segundo o texto, com o reconhecimento, o local pode ser “objeto de proteção específica, por meio de inventários, tombamento, registro ou outros procedimentos administrativos”. Ou seja, com a medida, fica facilitada a preservação do espaço e seu significado histórico.
Há registros da existência da feira desde antes da inauguração da Torre de TV, em 1967. Hoje, o complexo tem 580 boxes ocupados, nos quais são vendidos móveis, artesanato e comidas típicas. O local funciona de terça a domingo, das 9h às 17h.
Mais de 50 anos de história
Não há data oficial de inauguração da feira. No entanto, relatos de comerciantes indicam que, enquanto a Torre de TV ainda estava em construção, já havia quem montasse a barraca aos pés do empreendimento, para vender produtos diversos.
Nas cinco décadas de história, a feira trocou de nome. Antes, era “Feirinha Hippie” em homenagem aos primeiros artesões que ocuparam o espaço. Àquela época, os produtos eram vendidos em barracas, geralmente de lona, aos pés da torre.
Em 2011, as estruturas simples foram transferidas para boxes fixos, em uma área um pouco mais afastada, mas ainda ao lado do ponto turístico. Segundo o governo local, antes da pandemia de Covid-19, entre 10 mil e 15 mil pessoas passavam no local aos fins de semana.
Projeto
O projeto que reconhece a feira como espaço de “relevante interesse cultural, social e econômico” foi aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em julho deste ano. A proposta é de autoria dos distritais Rafael Prudente (MDB) e Delmasso (Republicanos).
No texto, os parlamentares afirmam que o espaço é um “laboratório vivo”, onde ocorre a “comercialização de produtos e circulação de cultura”.
Segundo o projeto, a feira guarda “traços culturais marcantes da cidade, desempenhando papel de importância social e cultural tanto para visitantes como para feirantes”.














