Correio Braziliense – Um dos principais problemas do Distrito Federal, o desemprego está entre as preocupações consideradas para o orçamento de 2021. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados até outubro, revelou que o DF tem 407 mil pessoas fora do mercado que procuram uma vaga, mas não conseguem. Desse total, 57,2% têm mais de 14 anos, não trabalham, mas estão disponíveis e tentam encontrar emprego. Os demais, da mesma faixa etária, não estão ocupados e não procuram recolocação — por causa da pandemia da covid-19 ou por falta de oportunidade —, mas têm interesse em trabalhar.
Uma das estratégias do Executivo local é manter investimentos altos, com obras e outras ações. A consequência, na avaliação da equipe do Governo do Distrito Federal (GDF), é a geração de emprego e renda, além do aquecimento da economia. Em mais de uma ocasião, o governador Ibaneis Rocha (MDB) ressaltou que as obras não pararam em 2020 e que devem ter reforço em 2021.
Apesar disso, o texto do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2021 — em avaliação na Câmara Legislativa — prevê queda no total de investimentos, em relação à previsão feita para 2020. Houve diminuição de R$ 1,440 bilhão para R$ 1,272 bilhão. Para a equipe econômica, entretanto, isso não significa redução desses aportes, pois o total estimado na proposta dificilmente é executado na prática.
“O orçamento é uma peça de planejamento. Quanto mais realista for, mais eficaz é para a implementação das políticas públicas. Não significa que teremos menos investimentos. À medida que os recursos chegarem, nós vamos usá-los”, ressaltou o secretário de Economia do DF, André Clemente, em entrevista ao Correio, quando enviou o texto à Câmara Legislativa. “No passado, as peças orçamentárias estimavam muitas receitas que não se efetivaram. Eram meras peças de ficção. Estamos investindo, desde 2019, em uma previsão mais conservadora e realista”, afirmou.

















