
Mudança ainda precisa ser apreciada em segundo turno na Câmara Legislativa. Nesta quarta-feira (20/10), o PL recebeu 13 votos favoráveis e quatro contrários
Correio Brasiliense – O Projeto de Lei nº 1.697/21 — que trata da alteração do nome da Ponte Costa e Silva, que fica sobre o Lago Paranoá, para Ponte Honestino Guimarães — foi aprovado em primeiro turno pelo plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta quarta-feira (20/10). A mudança foi tema de audiência pública em junho deste ano e ainda precisa ser apreciada em segundo turno.
Honestino Guimarães foi um líder estudantil morto pelo regime militar em 1973. O autor do pedido de alteração do nome da ponte, deputado Leandro Grass (Rede), destacou que a nomenclatura atual homenageia um símbolo do período obscuro da história do Brasil, e lembrou haver uma lei que proíbe que bens públicos recebam o nome de torturadores ligados à ditadura.
O PL recebeu 13 votos favoráveis e quatro contrários. Os contrários foram dos deputados Rodrigo Delmasso (Republicanos), Martins Machado (Republicanos), Iolando Machado (PSC) e Reginaldo Sardinha (Avante).
Placa
Em 2015, a Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei que mudava a placa com nome do marechal para Honestino Guimarães. A medida chegou a ser sancionada pelo então governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em 2018, após uma ação popular movida pela hoje deputada federal Bia Kicis (PSL), a Justiça determinou que o nome do presidente militar voltasse a batizar o monumento.
Memória
Arthur da Costa e Silva governou o país entre 1967 e 1969 e capitaneou um dos períodos mais duros do regime militar no país. Durante o governo do militar foi editado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que institucionalizou a repressão e que dava prerrogativas para o então chefe do Executivo fechar o Congresso Nacional e cassar políticos.
















